sábado, 15 de agosto de 2009

Nunca mais cantaremos
Com o antigo vigor:
o entusiasmo era inútil,
e desnecessário, o amor.
Nos rostos que mirávamos,
derreteu nosso olhar
máscaras tão antigas
que se espantavam de acabar.
Nesse mundo que erguíamos,
deixamos presa a nossa mão.
E os companheiros, nestes muros?
Quando os terminam, e onde estão?
Puros e tristes ficamos,
puros e tristes e sós.
O coração é vaga nuvem.
E vaga areia, a voz.
Cecília Meireles

Um comentário:

  1. Poxa,tão lindo esse poema *-*
    Realmente,as vezes noes perdemos nas luzes que nos cercam,e sempre deixamos pedaços de nós por aí *-*
    ;*

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